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Informe de Buenos Aires, de Celso Japiassu.

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Charmes de Tiradentes. Léa Maria Aarão Reis

O último dia do ano em Fiesole. Celso Japiassu.

O Diário do Vietnam, de Daniel Japiassu.

A viagem continua: os diários do Laos e do Cambodja. Daniel Japiassu.

Saigon, cidade aberta. Por Daniel Japiassu.

As Primeiras Pizzas do Rio. Léa Maria Aarão Reis.

O festival do comidas nas ruas de Paris e outras cidades da França.

Novas e criativas receitas de Bacalhau, por grandes chefs brasileiros.

Uma homenagem à caiprinha: Sidney Simões conta a história do drinque brasileiro.

O pícaro A. Falcão apresenta suas receitas de conquistar mulheres.

Um roteiro da cidade de Campina Grande, por José Nêumanne.

Pratos excêntricos e exóticos, por Caio Mourão.

Um roteiro da cidade de Natal, por Nei Leandro de Castro.

Para ver antes do almoço:
a cozinha tradicional paraibana.
(um segundinho até carregar).

Atlanta, da Guerra Civil
à Coca Cola,
por Lea Maria Aarão Reis.

Léa Maria volta de
Buenos Aires
e conta o que viu lá.

Cahors, no coração da França.
Por Celso Japiassu.

Um olhar sobre a Galícia.

Caio Mourão ensina a fazer um
exótico Risoto de Morangos.

Nei Leandro de Castro confessa
seu amor por Florença e traça o roteiro sentimental de Lisboa.

Dê uma olhada em alguns pratos de restaurantes europeus.


Vale a pena ver como se faz
um leitão.

50 Sonetos de Forno e Fogão:
apresentação,
introdução
,
receitas em a-b-c,
d-e-f
,
j-l-m,
p-r-s-t-v-x
.

Mestre Eça de Queiroz mostra
como se comia na Grécia
e na Roma antigas.



Cahors, no coração do Quercy
Celso Japiassu

Conhecí Cahors nos anos 70, viajando em direção à Espanha. Partindo de Paris, fica a uma 6/7 horas de carro, dependendo do peso do pé no acelerador. Mas velocidade não vale a pena, pelo interior da França. A paisagem convida ao relaxamento e o melhor é sair de Paris, dormir no caminho e chegar em Cahors no dia seguinte. De Toulouse, fica a menos de uma hora. E ainda se pode optar pela viagem de trem, que dura cinco horas e permite passar o tempo olhando pela janela a tranquila paisagem da campagne francesa.

 

Sempre que posso, tenho voltado a essa pequena cidade para passear na sua rua principal, o charmoso Boulevard Gambetta, olhar a arquitetura medieval, comer nos despretenciosos mas deliciosos restaurantes da cidade e ficar olhando para a placidez do Rio Lot. Acalma os sentidos.

 

A parte histórica espraia-se entre as margens do Lot e o Boulevard Gambetta. Prédios muito bem preservados, comércio intenso, gente jovem pelas ruas em contraste com a idade das ruas e dos edifícios. Nessa área, de julho a setembro, realizam-se os estivais: série de eventos culturais que vão das exposições de arte e fotografia aos festivais de dansa e teatro. A cidade ferve, nesta temporada.

 

O Papa João XXII era de Cahors e nos idos dos anos 1300 dotou sua cidade natal de uma universidade, um convento e da Catedral de Saint Etienne, que só veio a ficar realmente pronta no Século XIX. Financiou também diversas obras no Rio Lot, entre elas a Ponte Valentré, tida como obra-prima da arquitetura militar da Idade Média.

 

Embora seja a capital da Província do Quercy, Cahors tem apenas 19 mil habitantes, muitas ruas exclusivas de pedestres, bons hotéis e uma das grandes gastronomias francesas - a do Sudoeste - que é venerada pelos gourmês parisienses. Foie gras, trufas, peito de pato e carne com molhos feitos ao óleo de noz são os sabores típicos da região onde pontifica Cahors. O queijo cabecous, de leite de cabra, pequeno e de sabor forte, merece elogios. E vai muito bem com o vinho local, o Vin de Cahors, que não tem o prestígio dos bordeaux e dos bourgognes mas pode ser bebido com idêntico prazer.

 

Existem pelo menos três restaurantes gastronômicos de grande qualidade e um hotel de luxo em Cahors. Os restaurantes são o Le Balendre (5, Av. Charles de Freycinet), que pertence ao Hotel Terminus, o Claude Marco, a sete quilômetros da cidade, em Lamagdelaine - vale a viagem para comer um pot-au-feu de canard - e o Les Templiers, também fora da cidade, em Montat. O hotel de luxo é o Chateau de Mercuès, que tem apenas sete quartos num castelo medieval que pertenceu aos Condes Bispos de Cahors. No dia em que ganhar na Loteria Federal, me hospedarei lá.

 

Se você ainda não ganhou na loteria e for dormir em Cahors por uma ou várias noites, escolha um dos pequenos hotéis à margem do Rio Lot. Quase todos têm restaurante, o que significa um cardápio com a legítima e cultuada comida do Sudoeste da França, também conhecido como a região do Périgord-Quercy. Muitos franceses são de opinião que é no Sudoeste onde melhor se come em todo o país. Pessoalmente, acho um certo exagero, mas é impressionante como os restaurantes típicos dessa região, localizados em Paris, estão sempre exageradamente cheios.

 

De qualquer maneira, mesmo que não esteja em seus planos visitar Cahors, valerá a pena uma visita virtual: http://tourisme-cahors.com/

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